SEJAM TODOS BEM-VINDOS

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sábado, 31 de outubro de 2015

Dia 01 de Novembro
Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus


“Alegrando-se todos no Senhor nesta solenidade...”, assim reza a antífona de entrada. É a Igreja militante que honra a Igreja triunfante e presta, à incomensurável multidão de santos que povoam o Reino dos Céus, a homenagem que ela não pode prestar individualmente a cada um deles — como sucede no calendário cristão.
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, promete Jesus no sermão da montanha. Quem são os pobres, segundo Jesus? São as “testemunhas de Deus”, para usar uma expressão de Isaías. Com os pobres, apoderaram-se do Reino dos Céus os mansos, os puros de coração, os misericordiosos, os pacíficos, aqueles que sofrem e que têm fome e sede de justiça, em um mundo no qual vige sempre a lei do mais forte. Os perseguidos por causa da justiça e todos quantos são vítimas inocentes da calúnia, da maledicência, da pública ofensa ou do vilipêndio dos manipuladores da opinião pública.
Esses sinais estão em todos os santos que tiveram fé na promessa do Reino dos Céus: a vergonha das violências, dos ultrajes, das torturas e humilhações de que foram alvo, e sobretudo da prova extrema do martírio, da dor física e moral, da aparente derrota do bem e do triunfo dos maus. Os fiéis são convidados a alegrar-se e a exultar com todos esses santos que “passaram à melhor vida”.
A fé nos assegura, diz são Paulo, de que somos realmente filhos de Deus e herdeiros do reino, mas esta realidade não é plenamente completa em nosso corpo de carne. Vivemos na esperança, e esta se torna certeza em razão do que cremos.
A origem dessa festa remonta ao século IV. Em Antioquia, celebrava-se no primeiro domingo depois de Pentecostes. No século VII, a data foi fixada em 13 de maio, Dia da Consagração do Panteão a santa Maria dos Mártires. Naquele dia, fazia-se descer da claraboia da grande cúpula uma chuva de rosas vermelhas. Gregório IV removeu a celebração para o dia 1º de novembro, depois da colheita de outono, quando era mais fácil encontrar alimento para os numerosos peregrinos que, depois dos trabalhos do verão, dirigiam-se em peregrinação à Cidade dos Mártires.
(Retirado do livro "Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente", Paulinas Editora)


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Liturgia das Horas (Completas - 21:00):

introdução

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Depois, recomenda-se o exame de consciência (...)

Hino
Agora que o clarão da luz se apaga,
a vós nós imploramos, Criador:
com vossa paternal misericórdia,
guardai-nos sob a luz do vosso amor.

Os nossos corações sonhem convosco:
no sono, possam eles vos sentir.
Cantemos novamente a vossa glória
ao brilho da manhã que vai surgir.

Saúde concedei-nos nesta vida,
as nossas energias renovai;
da noite a pavorosa escuridão
com vossa claridade iluminai.

Ó Pai, prestai ouvido às nossas preces,
ouvi-nos por Jesus, nosso Senhor,
que reina para sempre em vossa glória,
convosco e o Espírito de Amor.
Salmodia
Ant. 1 Ó Senhor, sede a minha proteção,
um abrigo bem seguro que me salva!
Salmo 30(31),2-6
Súplica confiante do aflito
Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! (Lc 23,46).
2 Senhor, eu ponho em vós minha esperança; *
que eu não fique envergonhado eternamente!
= Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, †
3 inclinai o vosso ouvido para mim; *
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

– Sede uma rocha protetora para mim, *
um abrigo bem seguro que me salve!
4 Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; *
por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
5 Retirai-me desta rede traiçoeira, *
porque sois o meu refúgio protetor!
6 Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, *
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Ó Senhor, sede a minha proteção,
um abrigo bem seguro que me salva!

Ant. 2 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor!
Salmo 129(130)  
Das profundezas eu clamo
Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1,21).
1 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, *
2 escutai a minha voz!
– Vossos ouvidos estejam bem atentos *
ao clamor da minha prece!

3 Se levardes em conta nossas faltas, *
quem haverá de subsistir?
4 Mas em vós se encontra o perdão, *
eu vos temo e em vós espero.

5 No Senhor ponho a minha esperança, *
espero em sua palavra.
6 A minh’alma espera no Senhor *
mais que o vigia pela aurora.

7 Espere Israel pelo Senhor *
mais que o vigia pela aurora!
– Pois no Senhor se encontra toda graça *
e copiosa redenção.

8 Ele vem libertar a Israel *
de toda a sua culpa.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor!

Leitura breve             Ef 4,26-27
Não pequeis. Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento. Não vos exponhais ao diabo.

Responsório breve
R. Senhor, em vossas mãos
* Eu entrego o meu espírito. R.Senhor.
V. Vós sois o Deus fiel, que salvastes vosso povo.
* Eu entrego. Glória ao Pai. R.Senhor.

Cântico evangélico, ant.

Salvai-nos, Senhor, quando velamos,
guardai-nos também quando dormimos!
Nossa mente vigie com o Cristo,
nosso corpo repouse em sua paz!

Cântico de Simeão Lc 2,29-32
Cristo, luz das nações e glória de seu povo
29 Deixai, agora, vosso servo ir em paz, *
conforme prometestes, ó Senhor.

30 Pois meus olhos viram vossa salvação *
31 que preparastes ante a face das nações:

32 uma Luz que brilhará para os gentios *
e para a glória de Israel, o vosso povo.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Salvai-nos, Senhor, quando velamos,
guardai-nos também quando dormimos!
Nossa mente vigie com o Cristo,
nosso corpo repouse em sua paz!
Oração
Senhor Jesus Cristo, manso e humilde de coração, que tornais leve o fardo e suave o jugo dos que vos seguem, acolhei os propósitos e trabalhos deste dia e concedei-nos um repouso tranquilo, para amanhã vos servirmos com maior generosidade. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém.

O Senhor todo-poderoso nos conceda uma noite tranquila
e, no fim da vida, uma morte santa.
R. Amém.
Antífona final de Nossa Senhora
Ó Mãe do Redentor, do céu ó porta,
ao povo que caiu, socorre e exorta,
pois busca levantar-se, Virgem pura,
nascendo o Criador da criatura:
tem piedade de nós e ouve, suave,
o anjo te saudando com seu Ave!
 
Liturgia das Horas (Vésperas - 18:00):

introdução
 

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Hino
A abstinência quaresmal
vós consagrastes, ó Jesus;
pelo jejum e pela prece,
nos conduzis da treva à luz.
Ficai presente agora à Igreja,
ficai presente à penitência,
pela qual vos suplicamos
para os pecados indulgência.
Por vossa graça, perdoai
as nossas culpas do passado;
contra as futuras protegei-nos,
manso Jesus, Pastor amado,
Para que nós, purificados
por esses ritos anuais,
nos preparemos, reverentes,
para gozar os dons pascais.
Todo o universo vos adore,
Trindade Santa, Sumo Bem.
Novos, por graça, vos cantemos
um canto novo e belo. Amém.
Salmodia
Ant. 1 O Senhor é minha luze salvação;
de quem eu terei medo?
Salmo 26(27)
Confiança em Deus no perigo
I
Esta é a morada de Deus entre os homens (Ap 21,3).
1 O Senhor é minha luz e salvação; *
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida; *
perante quem eu tremerei?

2 Quando avançamos malvados contra mim, *
querendo devorar-me,
– são eles, inimigos e opressores, *
que tropeçam e sucumbem. –

3 Se os inimigos se acamparem contra mim, *
não temerá meu coração;
– se contra mim uma batalha estourar, *
mesmo assim confiarei.

4 Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, *
e é só isto que eu desejo:
– habitar no santuário do Senhor *
por toda a minha vida;
– saborear a suavidade do Senhor *
e contemplá-lo no seu templo.

5 Pois um abrigo me dará sob o seu teto *
nos dias da desgraça;
– no interior de sua tenda há de esconder-me *
e proteger-me sobre a rocha.

6 E agora minha fronte se levanta *
em meio aos inimigos.
– Ofertarei um sacrifício de alegria, *
no templo do Senhor.
– Cantarei salmos ao Senhor ao som da harpa *
e hinos de louvor.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. O Senhor é minha luze salvação;
de quem eu terei medo?

Ant. 2 Senhor, é vossa face que eu procuro;
não me escondais a vossa face!
 
II
Alguns se levantaram e testemunharam falsamente contra Jesus (Mc 14,57).
7 Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, *
atendei por compaixão!
8 Meu coração fala convosco confiante, *
e os meus olhos vos procuram.
– Senhor, é vossa face que eu procuro; *
não me escondais a vossa face! 

9 Não afasteis em vossa ira o vosso servo, *
sois vós o meu auxílio!
– Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, *
meu Deus e Salvador!
10 Se meu pai e minha mãe me abandonarem, *
o Senhor me acolherá!

11 Ensinai-me, ó Senhor, vossos caminhos *
e mostrai-me a estrada certa!
– Por causa do inimigo, protegei-me, *
12 não me entregueis a seus desejos!
– Porque falsas testemunhas se ergueram *
e vomitam violência.

13 Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver *
na terra dos viventes.
14 Espera no Senhor e tem coragem, *
espera no Senhor!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Senhor, é vossa face que eu procuro;
não me escondais a vossa face!

Ant. 3 É o Primogênito de toda criatura,
e em tudo Ele tem a primazia.
Cântico Cf. Cl 1,12-20
Cristo, o Primogênito de toda a criatura
e o Primogênito dentre os mortos
=12 Demos graças a Deus Pai onipotente, †
que nos chama a partilhar, na sua luz, *
da herança a seus santos reservada!

(R. Glória a vós, primogênito dentre os mortos!)

=13 Do império das trevas arrancou-nos †
e transportou-nos para o reino de seu Filho, *
para o reino de seu Filho bem-amado,
14 no qual nós encontramos redenção, *
dos pecados remissão pelo seu sangue. (R.)

15 Do Deus, o Invisível, é a imagem, *
o Primogênito de toda criatura;
=16 porque nele é que tudo foi criado, †
o que há nos céus e o que existe sobre a terra, *
o visível e também o invisível. (R.)
= Sejam Tronos e Poderes que há nos céus, †
sejam eles Principados, Potestades: *
por ele e para ele foram feitos.
17 Antes de toda criatura ele existe, *
e é por ele que subsiste o universo. (R.)

=18 Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu Corpo, †
é o princípio, o Primogênito entre os mortos, *
a fim de ter em tudo a primazia.
19 Pois foi do agrado de Deus Pai que a plenitude *
habitasse no seu Cristo inteiramente. (R.)

20 Aprouve-lhe também, por meio dele, *
reconciliar consigo mesmo as criaturas,
= pacificando pelo sangue de sua cruz †
tudo aquilo que por ele foi criado, *
o que há nos céus e o que existe sobre a terra. (R.)
Ant. É o Primogênito de toda criatura,
e em tudo Ele tem a primazia.

Leitura breve             Fl 2,12b-15a
Trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito.

Responsório breve
R. Em Deus, cuja Palavra me entusiasma,
* Em Deus eu me apoio. R. Em Deus, cuja Palavra.
V. Nada mais me causa medo. *Em Deus eu me apoio.
Glória ao Pai. R. Em Deus, cuja Palavra.
CÂNTICO EVANGÉLICO (MAGNIFICAT) Lc1,46-55
Ant. Jonas esteve por três dias e três noites
no ventre de um peixe;
assim também o Filho do Homem ficará
no coração da nossa terra.
A alegria da alma no Senhor
46 A minha alma engrandece ao Senhor * 47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 pois ele viu a pequenez de sua serva, *
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

49 O Poderoso fez por mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor, de geração em geração, *
chega a todos que o respeitam;

51 demonstrou o poder de seu braço, *
dispersou os orgulhosos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e os humildes exaltou;
53 saciou de bens os famintos, *
e despediu, sem nada, os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido aos nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Jonas esteve por três dias e três noites
no ventre de um peixe;
assim também o Filho do Homem ficará
no coração da nossa terra.
Preces
Aclamemos o Deus todo-poderoso e previdente, que conhece todas as nossas necessidades, mas quer que busquemos, antes de tudo, o seu reino. Rezemos, dizendo:

R. Senhor, venha a nós o vosso Reino e a sua justiça!

Pai santo, que nos destes Jesus Cristo como Pastor de nossas almas, assisti os pastores da Igreja e o povo a eles confiado,
para que não falte ao rebanho a solicitude dos seus pastores nem aos pastores a obediência de suas ovelhas.
R. Aumentai a caridade dos cristãos, para que ajudem os doentes com amor fraterno,
e socorram neles o vosso próprio Filho, Jesus Cristo.
R.
Fazei que ingressem na vossa Igreja os que ainda não creem no Evangelho,
para que, pelo exemplo das boas obras, a façam crescer na caridade.
R. Dai a nós pecadores a contrição sincera das nossas culpas,
e a reconciliação perfeita convosco e com a vossa Igreja.
R.
(intenções livres)
Concedei a vida eterna aos nossos irmãos e irmãs que morreram,
para que vivam eternamente na vossa presença.
R.
Pai nosso.
Oração
Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.
 
Liturgia das Horas (Ofício das Leituras):

introdução
 
V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

 
Hino
Agora é tempo favorável,
divino dom da Providência,
para curar o mundo enfermo
com um remédio, a penitência.
 
Da salvação refulge o dia,
na luz de Cristo a fulgurar.
O coração, que o mal feriu,
a abstinência vem curar.

Em corpo e alma, a abstinência,
Deus, ajudai-nos a guardar.
Por tal passagem, poderemos
à páscoa eterna, enfim, chegar.

Todo o Universo vos adore,
Trindade Santa, Sumo Bem.
Novos por graça entoaremos
um canto novo a vós. Amém.
Salmodia
 
Ant. 1 Eu vos amo, ó Senhor!Sois minha força!
 
Salmo 17(18),2-30
 
Ação de graças pela salvação e pela vitória
Na mesma hora aconteceu um grande terremoto (Ap 11,13).
 
I
2 Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, *
3 minha rocha, meu refúgio e Salvador!
= Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, †
Minha força e poderosa salvação, *
sois meu escudo e proteção: em vós espero!
 
4 Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! *
e dos meus perseguidores serei salvo!
5 Ondas da morte me envolveram totalmente, *
e as torrentes da maldade me aterraram;
6 os laços do abismo me amararam *
e a própria morte me prendeu em suas redes.
 
7 Ao Senhor eu invoquei na minha angústia *
e elevei o meu clamor para o meu Deus;
– de seu Templo ele escutou a minha voz, *
e chegou a seus ouvidos o meu grito.
 
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
Ant. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força!
 
Ant. 2 O Senhor me libertou, porque me ama.
 
II
=8 A terra toda estremeceu e se abalou, †
os fundamentos das montanhas vacilaram *
e se agitaram, porque Deus estava irado.
=9 De seu nariz, fumaça em nuvens se elevou, †
da boca saiu fogo abrasador, *
 
dos seus lábios, carvões incandescentes.
 
10 Os céus ele abaixou e então desceu *
pousando em nuvens pretas os seus pés.
11 Um querubim o conduzia no seu voo, *
sobre as asas do vento ele pairava. 
 
12 Das trevas fez um véu para envolver-se, *
escondeu-se em densas nuvens e água escura.
13 No clarão que procedia de seu rosto, *
carvões incandescentes se acendiam.
 
14 Trovejou dos altos céus o Senhor Deus, *
o Altíssimo fez ouvir a sua voz;
15 e, lançando as suas flechas, dissipou-os, *
dispersou-os com seus raios fulgurantes.
 
16 Até o fundo do oceano apareceu, *
e os fundamentos do universo foram vistos,
– ante as vossas ameaças, ó Senhor,*
e ao sopro abrasador de vossa ira.
 
17 Lá do alto ele estendeu a sua mão *
e das águas mais profundas retirou-me;
18 libertou-me do inimigo poderoso *
e de rivais muito mais fortes do que eu.
 
19 Assaltaram-me no dia da aflição, *
mas o Senhor foi para mim um protetor;
20 colocou-me num lugar bem espaçoso: *
o Senhor me libertou, porque me ama.
 
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
Ant. O Senhor me libertou, porque me ama.
 
Ant. 3 Ó Senhor, fazei brilhar a minha lâmpada!
Ó meu Deus, iluminai as minhas trevas!
 
III
21 O Senhor recompensou minha justiça *
e a pureza que encontrou em minhas mãos,
22 pois nos caminhos do Senhor eu caminhei, *
e de meu Deus não me afastei por minhas culpas.
 
23 Tive sempre à minha frente os seus preceitos, *
e de mim não afastei sua justiça.
24 Diante dele tenho sido sempre reto *
e conservei-me bem distante do pecado.
25 O Senhor recompensou minha justiça *
e a pureza que encontrou em minhas mãos.
 
26 Ó Senhor, vós sois fiel com o fiel, *
sois correto com o homem que é coreto;
27 sois sincero com aquele que é sincero, *
mas arguto com o homem astucioso.
28 Pois salvais, ó Senhor Deus, o povo humilde, *
mas os olhos dos soberbos humilhais.
 
29 Ó Senhor, fazeis brilhar a minha lâmpada; *
ó meu Deus, iluminais as minhas trevas.
30 Junto convosco eu enfrento os inimigos, *
com vossa ajuda eu transponho altas muralhas.
 
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
Ant. Ó Senhor, fazei brilhar a minha lâmpada!
Ó meu Deus, iluminai as minhas trevas!
 
V. Convertei-vos e mudai a vossa vida.
R. Renovai-vos de espírito e coração.
 
Primeira leitura
Do Livro do Êxodo             10,21−11,10
 
Praga das trevas e anúncio da morte dos primogênitos
21O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão para o céu, e haja trevas sobre a terra do Egito, tão densas que se possam apalpar”. 22Moisés estendeu a mão para o céu, e, durante três dias, houve trevas horríveis em toda a terra do Egito. 23Ninguém podia ver seu irmão, nem mover-se do lugar onde estava,durante três dias. Mas, onde quer que habitassem os filhos de Israel, havia luz.
24O Faraó mandou buscar Moisés e Aarão e lhes disse: “Ide e sacrificai ao Senhor; só vossas ovelhas e vossos bois ficarão; as vossas crianças também poderão ir convosco”. 25Moisés respondeu: “Mesmo que nos desses as vítimas dos sacrifícios e dos holocaustos, que vamos oferecer ao Senhor nosso Deus, 26os nossos rebanhos deverão ir conosco. Deles não ficará nenhuma rês, porque é deles que devemos tomar tudo que é necessário para o culto ao Senhor nosso Deus; até porque, enquanto não chegarmos lá, ignoramos o que deveremos oferecer ao Senhor”.
27Mas o Senhor endureceu o coração do Faraó, e ele não quis deixá-los partir. 28O Faraó disse a Moisés: “Afasta-te de mim, e cuida de não tornares a ver a minha face, pois, no dia em que me apareceres, morrerás!”
29Moisés respondeu: “Assim se fará, como disseste: não verei mais a tua face”.
11,1 O Senhor disse a Moisés: “Mandarei mais uma praga ainda sobre o Faraó e sobre o Egito. Depois disso, ele vos deixará ir embora; e mais: ele mesmo vos obrigará a sair daqui. 2Dize, pois, ao povo que cada homem peça ao vizinho, e cada mulher à vizinha, objetos de prata e de ouro”. 3O Senhor fez com que o povo conquistasse as boas graças dos egípcios. Também Moisés era um homem muito considerado na terra do Egito pelos servos do Faraó e por todo o seu povo.
4Moisés disse: “Assim diz o Senhor: À meia-noite farei uma incursão pelo Egito, 5e morrerão todos os primogênitos na terra dos egípcios, desde o primogênito do Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até ao primogênito da escrava que faz girar a mó, e a todos os primogênitos dos animais. 6E haverá, então, em toda a terra do Egito, um clamor tal como nunca houve nem haverá jamais. 7Mas, quanto aos filhos de Israel, não se ouvirá sequer um cão rosnar, nem contra os homens nem contra os animais, para que saibas com que grande milagre o Senhor distingue entre egípcios e israelitas. 8Então todos estes teus servos virão procurar-me e se prostrarão diante de mim, dizendo: ‘Vai-te, tu e todo o povo que te segue’. Depois disso, partirei”. E Moisés, fervendo de cólera, retirou-se da presença do Faraó.
9O Senhor disse a Moisés: “O Faraó não vos ouvirá, para que se multipliquem os meus prodígios na terra do Egito”. 10Moisés e Aarão realizaram todos estes prodígios diante do Faraó; mas o Senhor endureceu o coração do Faraó, e ele não deixou que os filhos de Israel saíssem da sua terra.
 
Responsório             Cf. Sb 18,4; 17,20; 18,1
 
R. Mereciam ser privados da luz
os que encerraram em prisões vossos filhos,
* Por cujo meio deveria iniciar-se
a luz da lei imperecível,neste mundo.
V. Sobre os egípcios se estendia uma pesada e densa noite,
mas aos vossos escolhidos, uma luz de grande brilho.
* Por cujo.
 
Segunda leitura
Das Demonstrações de Afraates, bispo
(Dem. 11, De circumcisione, 11-12:PS 1,498-503)             (Séc.IV)
 
A circuncisão do coração
A lei e a aliança foram totalmente mudadas. Primeiramente Deus substituiu o pacto com Adão por outro que estabeleceu com Noé; e ainda estabeleceu outro com Abraão, substituindo-o depois por um novo, feito com Moisés. Como a aliança mosaica não era observada, ao chegar a plenitude dos tempos, Deus firmou uma aliança que não seria mais mudada. Com efeito, a Adão Deus ordenara não comer da árvore da vida, a Noé dera o arco-íris, a Abraão, já escolhido por causa da sua fé, deu mais tarde a circuncisão, como sinal característico de seus descendentes; a Moisés deu o cordeiro pascal para ser imolado como propiciação pelo povo.
Todas essas alianças eram diferentes umas das outras. Mas a circuncisão que agrada ao autor de todas elas é aquela de que fala Jeremias: Circuncidai o vosso coração (Jr 4,4). Pois se o pacto estabelecido por Deus com Abraão foi firme, também este é firme e imutável e não seria possível estabelecer depois outra lei, seja por parte dos que estão fora da Lei ou dos que a ela estão submetidos.
O Senhor deu a lei a Moisés, com todas as suas observâncias e preceitos; como não cumpriram, anulou a lei e seus preceitos e prometeu fazer uma nova aliança, que seria, como disse, diferente da primeira, embora fosse um só o doador de ambas. E é esta a aliança que prometeu dar: Todos se reconhecerão, do menor ao maior deles (Jr 31,34). Nessa aliança não há mais a circuncisão da carne como sinal de pertença a seu povo.
Sabemos com certeza, caríssimos irmãos, que durante várias gerações Deus estabeleceu leis que estiveram em vigor enquanto foi de seu agrado, e que mais tarde caíram em desuso, como disse o Apóstolo: “No passado, o reino de Deus assumiu formas diversas, segundo os diversos tempos”.
O nosso Deus é veraz e os seus preceitos são fidelíssimos. Por isso, cada uma das alianças foi em seu tempo firme e verdadeira. Agora, os circuncisos de coração têm a vida por meio da nova circuncisão que se realiza no verdadeiro Jordão, isto é, por meio do batismo para a remissão dos pecados.
Josué, filho de Nun, com uma faca de pedra circuncidou o povo pela segunda vez, quando ele e seu povo atravessaram o rio Jordão. Jesus, nosso Salvador, circuncidou pela segunda vez, com a circuncisão do coração,os povos que nele creram purificados pelo batismo e circuncidados com a espada que é a palavra de Deus, mais cortante do que qualquer espada de dois gumes (Hb 4,12).
Josué, filho de Nun, introduziu o povo na terra da promissão; Jesus, nosso Salvador, prometeu a terra da vida a todos que atravessassem o Jordão, cressem nele e fossem circuncidados no coração.
Felizes, portanto, os que foram circuncidados em seu coração e renasceram das águas da segunda circuncisão! Estes receberão a herança prometida, juntamente com Abraão, guia fiel e pai de todos os povos, porque a sua fé lhe foi atribuída como justiça.
 
Responsório             Cf. Hb 8,8b.10b; cf. 2Cor 3,3
 
R. Hei de fazer nova aliança com a casa de Israel,
colocando em suas mentes minhas leis e mandamentos.
* Escreverei as minhas leis em seus próprios corações;
não com tinta escreverei,
mas com o Espírito do Deus vivo;
V. Não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne
que são vossos corações. * Escreverei.
Oração
Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
Liturgia das Horas (Hora Média - 15:00):

introdução

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Hino
O número sagrado,
três vezes três das horas,
abrindo um novo espaço,
nos chama à prece, agora.
Ao nome de Jesus,
perdão seu povo implora.
O Cristo ouviu a prece
sincera do ladrão.
A graça foi-lhe dada,
por sua confissão.
Jesus ouvindo a súplica,
também nos dê perdão.
Agora morre a morte,
vencida pela cruz;
após as trevas densas,
serena, volta a luz;
o horror do mal se quebra,
na mentes Deus reluz.
A Cristo nós rogamos
e ao Pai, eterno Bem,
com seu Divino Espírito,
amor que os sustém,
proteja sua Igreja
agora e sempre. Amém.
Salmodia
Ant. Sejamos firmes na provação:
Sua justiça é nossa força.
Salmo 118(119),9-16
II (Beth)

ouvir:

Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Se me amais, guardareis os meus mandamentos (Jo 14,15).
9 Como um jovem poderá ter vida pura? *
Observando, ó Senhor, vossa palavra.
10 De todo o coração eu vos procuro, *
não deixeis que eu abandone a vossa lei!

11 Conservei no coração vossas palavras, *
a fim de que eu não peque contra vós.
12 Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; *
os vossos mandamentos ensinai-me!

13 Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero *
os decretos que ditou a vossa boca.
14 Seguindo vossa lei me rejubilo *
muito mais do que em todas as riquezas.

15 Eu quero meditar as vossas ordens, *
eu quero contemplar vossos caminhos!

16 Minha alegria é fazer vossa vontade; *
eu não poso esquecer vossa palavra.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
Salmo 16(17)
Dos ímpios salvai-me, Senhor!
Nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas. E foi atendido (Hb 5,7).
I
1 Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, *
escutai-me e atendei o meu clamor!
– Inclinai o vosso ouvido à minha prece, *
pois não existe falsidade nos meus lábios!
2 De vossa face é que me venha o julgamento, *
pois vossos olhos sabem ver o que é justo.

=3 Provai meu coração durante a noite, †
visitai-o, examinai-o pelo fogo, *
mas em mim não achareis iniquidade.
4 Não cometi nenhum pecado por palavras, *
como é costume acontecer em meio aos homens.

– Seguindo as palavras que dissestes,*
andei sempre nos caminhos da Aliança.
5 Os meus passos eu firmei na vossa estrada, *
e por isso os meus pés não vacilaram.

6 Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, *
inclinai o vosso ouvido e escutai-me!
=7 Mostrai-me vosso amor maravilhoso, †
vós que salvais e libertais do inimigo *
quem procura a proteção junto de vós.

8 Protegei-me qual dos olhos a pupila *
e guardai-me, à proteção de vossas asas,
9 longe dos ímpios violentos que me oprimem, *
dos inimigos furiosos que me cercam.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
II
10 A abundância lhes fechou o coração, *
em sua boca há só palavras orgulhosas.
11 Os seus passos me perseguem, já me cercam, *
voltam seus olhos contra mim: vão derrubar-me,
12 como um leão impaciente pela presa, *
um leãozinho espreitando de emboscada.

13 Levantai-vos, ó Senhor, contra o malvado, *
com vossa espada abatei-o e libertai-me!
14 Com vosso braço defendei-me desses homens, *
que já encontram nesta vida a recompensa.

= Saciais com vossos bens o ventre deles, †
e seus filhos também hão de saciar-se *
e ainda as sobras deixarão aos descendentes.
15 Mas eu verei, justificado,a vossa face *
e ao despertar me saciará vossa presença.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Sejamos firmes na provação:
Sua justiça é nossa força

Leitura breve             Dn 4,24b
Expia teus pecados e injustiça com esmolas e obras de misericórdia em favor dos pobres; assim terás longa prosperidade.

V. Meu sacrifício é minha alma penitente.
R. Não desprezeis um coração arrependido!
Oração
Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Eis o plano Paróquia da Assembléia, realizada no Centro Pastoral Santo Antonio.

Ano da Paz proposto pela CNBB tem iniciativas pelo Brasil
Com a chegada do Ano Novo, iniciaram-se também ações pela Paz. Em 2014, os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovaram, por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral, o Ano da Paz. Trata-se de um período de reflexões, orações e ações sociais, que se estenderá até o Natal de 2015.Baixe aqui o banner do Ano da Paz.
No dia 1º de janeiro, paróquias da arquidiocese de São Luís (MA) reuniram fiéis para proclamar a paz. As missas começaram logo cedo, com participação de centenas de pessoas. Outras atividades estão previstas ao longo do ano na cidade, que pretende, ainda, contar com o engajamento de escolas, universidades e outros setores da sociedade. Na arquidiocese do Rio de Janeiro, também foram celebradas missas pela paz. O arcebispo, cardeal dom Orani João Tempesta, recordou que a “alegria nasce da paz que Cristo concede”.
“Que possamos viver este Ano da Paz com muitas bênçãos. Atitudes, gestos concretos e sempre pedindo ao Senhor que nos ilumine e que traga esta paz aos nossos corações, às famílias e a todo o mundo. Que a Paz reine em nossas fronteiras! Sejamos propagadores e testemunhas da paz, aquela paz que vem do Senhor”, disse o cardeal Orani.
 Com a proposta do Ano da Paz, a Igreja no Brasil quer ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", pontua dom Leonardo.
De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.
Dom Leonardo afirma que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. "Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", explicou.
Ações práticas
Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. "Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência", lembrou dom Leonardo.
O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. "Está na hora da sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados", ressalta.
Para dom Leonardo, o Ano Litúrgico oferece oportunidades para refletir sobre a paz e a realidade da violência. “Os meses temáticos como agosto, mês das vocações, setembro, mês da Palavra de Deus, outubro o mês das missões. Mas desejamos ter um dia para manifestar nas ruas de nossas cidades que acreditamos na paz, na fraternidade”. 
Mais no site: http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/15643-ano-da-paz-proposto-pela-cnbb-tem-iniciativas-pelo-brasil
Liturgia Diária (21/-02/2015) - Sábado Depois das Cinzas:

Primeira Leitura (Is 58,9b-14).

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim fala o Senhor, 9bse destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.
11O Senhor te conduzirá sempre
 e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar.
13Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai. Falou a boca do Senhor.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 85)


— Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
— Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.

— Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!
— Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma.
— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois o perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!


Evangelho (Lc 5,27-32)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.
29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?”
31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.